Autor · Goiânia, Brasil

Marcel
Cognette

Médico. Cirurgião urologista com ênfase em uro-oncologia e cirurgia robótica. Escreve sobre o que a medicina cura — e sobre o que ela leva junto.

O que resta de um ser humano quando não sobra mais nada para sentir?

FIG. I

A obra

Uma auditoria sobre o que sobra do humano quando lhe retiramos a fome, a dor e o silêncio. Publicado em português e em inglês, nas versões digital, brochura e capa dura.

Capa de O Esvaziamento do Humano
Português · 1ª edição, 2026

O Esvaziamento do Humano

Anatomia de uma Evolução Sintética

Nós vencemos a fome com uma caneta. A dor, com um comprimido. A distância com uma tela, o tédio com um feed, a espera com um clique. Uma conquista atrás da outra — e ninguém percebeu o preço, porque o preço é invisível, indolor, e vem embrulhado como progresso.

ISBN
978-65-02-30494-5
Páginas
221 (6×9) · 212 (16×23)
Edição
Edição do autor · Goiânia
Cover of The Emptying of the Human
English · 1st edition, 2026

The Emptying of the Human

Anatomy of a Synthetic Evolution

We defeated hunger with a pen. Pain, with a pill. Distance with a screen, boredom with a feed, waiting with a click. One conquest after another — and nobody noticed the price, because the price is invisible, painless, and arrives wrapped as progress.

ISBN
979-8187451043 · 979-8187453306
Pages
219 (6×9)
Imprint
Independently published
FIG. II

Anatomia do livro

A auditoria avança em quatro movimentos, do mais visível ao mais invisível: o corpo, a tribo, a mente e a essência. Três interlúdios registram um dia comum sem comentário. Um capítulo inteiro — “O Advogado do Progresso” — foi escrito contra o resto do livro.

4Partes
34Capítulos
3Interlúdios
184Notas e fontes
FIG. III

O autor

Marcel Cognette formou-se médico pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro em 2010. É urologista com ênfase em uro-oncologia e cirurgia robótica, e titular da uro-oncologia do Hospital do Câncer Araújo Jorge, em Goiânia.

Passa os dias dentro do próprio objeto deste livro. Opera tumores a metros do corpo do paciente, com as mãos limpas, guiando braços mecânicos por milímetros de tecido que a mão nua jamais alcançaria. Viu de perto a medicina vencer a dor, o erro e a mutilação. E viu, no mesmo movimento, o toque desaparecer do ato de curar.

Escreveu o livro por três motivos, e é honesto declará-los. Primeiro, porque é médico, e a medicina é a linha de frente do fenômeno que descreve: nenhuma outra profissão anestesia tanto, mede tanto e toca tão pouco. Segundo, porque é pai, e assiste, em casa, à mesma tecnologia que domina no hospital moldar dois filhos pequenos de um jeito que ainda não sabemos nomear. E terceiro, porque, tendo passado a vida removendo o sofrimento das pessoas, começou a suspeitar de que estamos removendo, junto com ele, coisas que não deveríamos: a fome, a espera, o tédio, o atrito, o encontro.

É casado com Rayssa e pai de Lucca e Maria Júlia — a razão silenciosa da maior parte dessas páginas.

Marcel Cognette · Goiânia, Goiás, Brasil
Página oficial do autor · Imprensa, resenhas e contato editorial pelo e-mail acima.
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